Quem foi Charles-Valentin Alkan?
Foi um compositor francês judeu do séc. XIX, que escreveu suas obras majoritariamente para piano, e que passou quase toda sua vida em Paris. Nascido em 1813 e falecido em 1888, foi contemporâneo de Franz Liszt, Frédéric Chopin, Robert Schumann, dentre vários outros - que o admiravam demais, e com quem ele mantinha contato constante. Era um verdadeiro MONSTRO ao piano - consta, inclusive, que superava o próprio Liszt em virtuosismo. Mas qual a diferença entre ele e todos os demais da lista (e muitos outros)?
Em 1848, Alkan foi cotado para uma vaga no prestigiadíssimo Conservatório de Paris, possivelmente a de presidente, mas perdeu a indicação por motivos políticos e sociais (naquele ano, Paris estava em ebulição devido à Revolução Francesa). Contrariado, ele se retirou da vista pública, se isolando por completo da sociedade, só voltando a se apresentar muitos anos mais tarde, em 1873. Foi durante esse período isolado que ele compôs sua obra-magna: os 12 Estudos para Piano em Todos os Tons Menores, op. 39, dentro dos quais estão a Sinfonia para Piano Solo e o Concerto para Piano Solo. É a obra pianística mais difícil e desafiadora de todos os tempos, que exige o máximo de agilidade e virtuosismo dos pianistas.
Mas até agora não respondi qual a diferença entre Alkan e seus contemporâneos: ele era portador da Síndrome de Asperger. Hoje esse tema é super comum, mas pensem no que era ser aspie no século XIX, com toda a falta de conhecimento daquele tempo... Foi considerado um lunático.
Alkan se tornou tão reservado, tão isolado, após 1848, que chegou à beira da misantropia. O compositor caiu na total obscuridade após sua morte, só tendo sua obra recuperada a partir de, mais ou menos, 1960, com as primeiras gravações em LP feitas por pianistas da época.
Fica a pergunta: o que o mundo tem contra os aspies? Inclusive no meio musical? Por que desprezar a tamanha capacidade de quem é só um pouquinho diferente? Só porque não se encaixam nos ditos "padrões sociais"?
Alkan merece todo o reconhecimento do mundo por transcender todos os limites do possível e imaginável quando se trata de técnica pianística. Reconhecimento que veio tarde, mas veio.
Foi um compositor francês judeu do séc. XIX, que escreveu suas obras majoritariamente para piano, e que passou quase toda sua vida em Paris. Nascido em 1813 e falecido em 1888, foi contemporâneo de Franz Liszt, Frédéric Chopin, Robert Schumann, dentre vários outros - que o admiravam demais, e com quem ele mantinha contato constante. Era um verdadeiro MONSTRO ao piano - consta, inclusive, que superava o próprio Liszt em virtuosismo. Mas qual a diferença entre ele e todos os demais da lista (e muitos outros)?
Em 1848, Alkan foi cotado para uma vaga no prestigiadíssimo Conservatório de Paris, possivelmente a de presidente, mas perdeu a indicação por motivos políticos e sociais (naquele ano, Paris estava em ebulição devido à Revolução Francesa). Contrariado, ele se retirou da vista pública, se isolando por completo da sociedade, só voltando a se apresentar muitos anos mais tarde, em 1873. Foi durante esse período isolado que ele compôs sua obra-magna: os 12 Estudos para Piano em Todos os Tons Menores, op. 39, dentro dos quais estão a Sinfonia para Piano Solo e o Concerto para Piano Solo. É a obra pianística mais difícil e desafiadora de todos os tempos, que exige o máximo de agilidade e virtuosismo dos pianistas.
Mas até agora não respondi qual a diferença entre Alkan e seus contemporâneos: ele era portador da Síndrome de Asperger. Hoje esse tema é super comum, mas pensem no que era ser aspie no século XIX, com toda a falta de conhecimento daquele tempo... Foi considerado um lunático.
Alkan se tornou tão reservado, tão isolado, após 1848, que chegou à beira da misantropia. O compositor caiu na total obscuridade após sua morte, só tendo sua obra recuperada a partir de, mais ou menos, 1960, com as primeiras gravações em LP feitas por pianistas da época.
Fica a pergunta: o que o mundo tem contra os aspies? Inclusive no meio musical? Por que desprezar a tamanha capacidade de quem é só um pouquinho diferente? Só porque não se encaixam nos ditos "padrões sociais"?
Alkan merece todo o reconhecimento do mundo por transcender todos os limites do possível e imaginável quando se trata de técnica pianística. Reconhecimento que veio tarde, mas veio.
Comentários
Postar um comentário
Quer comentar algo?