Quem não tem cão, caça com gato - sobre trabalhar com teclado reserva diferente do principal


Aqui estou, após um longo tempo sem fazer postagens nesse blog, e um tempo ainda mais longo sem colocar textos originais, para falar sobre algo que aconteceu comigo recentemente, e que tem me dado uma lição: nunca confie em um só instrumento quando se trata de carreira musical profissional.
De uma semana para cá, meu teclado Casio MZ-X500 parou de salvar programações de timbres e demais recursos para uso ao vivo. Todo o conteúdo que eu já tinha gravado nele ainda está lá, mas, por algum motivo desconhecido, talvez um bug ou um problema mais sério, quando faço novas programações e tento salvá-las, ele simplesmente não consegue memorizar. Já fiz até reinstalação do firmware dele, tentando corrigir o problema, mas nada feito. É difícil explicar em palavras o que aconteceu, só sei que tenho vários eventos pela frente e preciso atualizar todos os ajustes desse instrumento, que acabou indo à assistência técnica autorizada, sem previsão de volta.


E agora, o que fazer?
A sorte é que tenho outro teclado Casio aqui, um CT-X5000, que estava guardado no meu roupeiro. Como este e o MZ-X500 têm timbres parecidos (ambos usam síntese AiX), pude copiar no CT-X5000 uns 80% do que eu tinha feito no MZ-X500. Faltaram as partes do simulador de Hammond B3 e do disparo de samples, funções que o CT-X5000 não tem - aliás, devido à ausência desse segundo recurso, já avisei a uma das minhas bandas que certas músicas terão que ser temporariamente vetadas ou adaptadas, até que o MZ-X500 volte do conserto.


Eu cogitava vender o CT-X5000, uma vez que o MZ-X500 é mais avançado e tal. Mas agora, com tudo isso, qualquer possibilidade de venda foi desconsiderada. Não posso arriscar ficar sem instrumentos, muito menos um dos meus principais. Se eu tivesse vendido o CT-X5000, atualmente eu estaria muito limitado em se tratando dos sons necessários para o meu trabalho. O CT-X5000 não tem tantas características como o MZ-X500, mas ao menos consegui reproduzir nele os timbres essenciais para as bandas nas quais toco.


É aquele velho ditado: quem não tem cão, caça com gato. De agora em diante não fico mais sem instrumentos de reserva.

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