Quando faço shows com as bandas nas quais toco, quase sempre uso os mesmos instrumentos: um piano portátil Yamaha P-121, um sintetizador Yamaha MX61 e um arranger workstation Casio MZ-X500. Dificilmente saio desse set, pois com ele consigo fazer tudo o que as bandas pedem, ou, se não tudo, uns 95%. Posso dizer que meu trabalho depende principalmente desses três instrumentos.
No entanto, esses não são meus três únicos instrumentos. Há outros que também fazem parte do meu set, um deles guardado, outros no meu home studio, e todos aguardando uma chance de estarem nos palcos. Já cheguei a usar alguns deles ao vivo, ainda que tempos atrás; por outro lado, nunca tive a oportunidade de usar os demais.
Os instrumentos em questão são os seguintes:
1. Casio CT-X5000
Os instrumentos em questão são os seguintes:
1. Casio CT-X5000
Último uso ao vivo: março/2026
Esse teclado é um arranjador avançado, cheio de recursos, com timbres gerados por síntese AiX, polifonia de 64 vozes etc.. Usei-o em palcos pela última vez nos shows da Friday Lovers no Bar Joe e da Wishmoon no Opinião, respectivamente nos dias 13 e 14 de março, numa ocasião em que o Casio MZ-X500 estava na assistência técnica autorizada. Programei-o para ser o substituto do MZ-X500 caso isso aconteça de novo um dia. Atualmente ele está guarado no meu roupeiro - não há espaço para ele no meu home studio, pois a sala é pequena e não há mais canais stereo disponíveis na mesa de som. Ele é, de fato, um instrumento de reserva, pronto para ser usado sempre que necessário.
O próximo uso dele ao vivo está previso para o dia 29 de maio, quando a Soundlab fará show no Divina Comédia. Já faz tempo que programei os timbres dessa banda nele.
2. Casio WK-6600
Esse é um teclado arranjador relativamente simples, com polifonia de 48 vozes, alguns recursos de edição de timbres, 76 teclas etc.. Usei-o num palco da última vez, salvo engano, num show da Instinto Roots no Na Lata Skate Food, em Santa Catarina - esse foi meu último compromisso com a tal banda. Esse instrumento atualmente fica no meu home studio, tendo me servido para diversos trabalhos, como gravações de álbuns, produção de vídeos para o YouTube, dentre outros. Recentemente o programei para ser o substituto do Yamaha P-121 no meu set de palco, caso este precise por qualquer motivo ir à assistência técnica autorizada - basicamente timbres de piano acústico, elétrico e eletromecânico, e alguns pads eventuais.
3. Casio XW-P1
3. Casio XW-P1
Esse é um sintetizador que funciona de diversos modos: como solo synth, como hex layer, como drawbar organ e com timbres normais de teclado (PCM). Ele é cheio de potencialidades, mas meu uso ao vivo dele se restringiu mais ao modo drawbar organ - tempos atrás eu planejava comprar um simulador de Hammond B3, mas desisti da ideia quando descobri que o XW-P1 já tinha nele mesmo um simulador muito prático. Usei-o ao vivo pela última vez há muitos anos, num show da Instinto Roots no Pier. E o usei como órgão - esse é o modo com o qual mais estou familiarizado nesse instrumento, já tendo programado alguns diferentes timbres de órgão, mas quase sempre preferindo criá-los na hora.
Atualmente esse instrumento está no meu home studio, me provendo diversos timbres. Se um dia eu for usá-lo num palco novamente, provavelmente será no modo drawbar organ, se surgir algum trabalho que me exija timbres de Hammond B3.
4. Korg KingKORG
Último uso ao vivo: dezembro/2023
Esse é um poderoso sintetizador digital de modelagem analógica, que, dentre outras características, também possui válvula, para dar mais uma "apimentada" no som - recurso que praticamente nunca usei, pois sempre preferi seu som mais limpo. Ele também possui um banco de timbres PCM e alguns presets de órgão, além de vocoder. Usei-o ao vivo pela última vez num show da Friday Lovers no Divina Comédia em dezembro de 2023, numa época em que eu levava quatro teclados (os três principais citados lá no início da postagem + este). O som dessa banda fica mais completo quando uso o KingKORG, mas nem sempre posso levá-lo - aliás, quase nunca, pois os palcos geralmente não comportam quatro teclados (no Divina Comédia eu tinha que improvisar, usando um engradado de cerveja como "extensão" do palco para colocar o pé de uma das estantes).
Esse instrumento já passou por vários consertos, sendo alguns na assistência técnica autorizada e outros por técnicos particulares. Faço de tudo para mantê-lo com a vida útil sempre em dia, pois ele pode ser usado ao vivo novamente a qualquer momento - som para isso ele tem...
5. Yamaha P-145
Último uso ao vivo: nunca
Esse é um piano portátil bem simples, com poucos timbres e polifonia de 64 vozes. Comprei-o em 2025 para substituir meu antigo Kurzweil KA-120, que andou apresentando alguns problemas e atualmente está com um dos meus técnicos de confiança (ele será consignado após o conserto). É leve para um instrumento de 88 teclas - pesa uns 10kg.
Esse piano nunca foi usado ao vivo, apenas no meu home studio, para fazer algumas gravações de vídeos para o YouTube. Estou pensando em estreá-lo num palco no dia 2 de maio, quando haverá show particular da Lucky Scar. Pretendo usar esse show como um teste para ver como esse instrumento soa junto com uma banda.
6. Behringer MS-1
Último uso ao vivo: nunca
Esse sintetizador analógico é um caso à parte no meu set. Comprei-o em 2024 para fazer companhia ao meu antigo Behringer Model D, clone de Minimoog, que infelizmente foi perdido na enchente daquele ano. Também o comprei porque me atraí pelo kit que o transforma num keytar, porém, descobri que o instrumento não funciona com baterias, e, além do mais, o cabo da fonte é bem curto, o que inviabiliza essa possibilidade (a meu ver, ao menos). Ele nunca foi usado ao vivo, nem no home studio, por mais que esteja ocupando um lugar no mesmo. Só muito recentemente que comecei a fazer maiores pesquisas sonoras nele, descobrindo algumas coisas bem interessantes, talvez não para uso em palcos, mas para composições e arranjos. Acho pouco provável que surja alguma oportunidade de usá-lo em shows - talvez se aparecer no futuro algum trabalho que requeira o tipo de som que ele faz.
Então, nessa postagem eu quis mostrar o quão acomodado fiquei com meu principal set de instrumentos de palco, enquanto os outros, citados nessa lista, ficam aguardando alguma chance de uso ao vivo. Se isso vai acontecer? Apenas o tempo dirá, dependendo das circunstâncias. Espero que surja alguma ocasião que me permita montar sets diferentes.








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