A vida de músico é cheia de altos e baixos. Às vezes estamos bem, valorizados, inspirados, e outras nem tanto. Nem sempre estaremos na melhor forma, aliás, muitas vezes questionamos se ainda vale a pena seguir na carreira musical após tantos tropeços, mas sempre surge um novo incentivo. E isso é normal.
Vamos ao meu próprio exemplo: meu auge foi entre 2009 e 2011, quando eu tocava com a extinta banda BettyFull e também cursava faculdade de Música na UFRGS. Eram shows e outros compromissos praticamente todos os dias, vez que outra chegando a dois por dia. Isso me trouxe muitos cachês? Sim. Muita valorização? Provavelmente. Mas também me trouxe esgotamento físico e mental, pois não era nada fácil dar conta de tanto trabalho, somando os vários e vários eventos com a banda mais o tanto de atividades exigidas pelo curso superior. Lembro que cheguei a chorar antes de um show em 2011 - aquele foi o momento em que eu precisava decidir entre seguir com a banda ou fazer o TCC. Não havia como conciliar ambas as responsabilidades, era uma coisa ou outra. No fim, optei pelo TCC e consegui me formar em janeiro de 2012.
Contrastando com o auge, meu maior ostracismo foi entre 2014 e 2016. Foi um período quase totalmente sem nenhuma atividade musical, e foi naquela época que considerei o fim da carreira e o início em outra área. Cheguei a ingressar no IFRS para cursar Tecnologia da Informação, achando que isso mudaria minha vida, mas, pelo contrário, não foi nem um pouco o caso. Eu não queria passar o resto dos meus dias digitando códigos. Não durei nem duas semanas no tal curso. Nesses três anos tive uma ou outra atividade musical esporádica; foi somente em 2017 que minha carreira voltou de vez.
Se você estiver no auge da carreira musical, parabéns, continue assim, pelo menos enquanto seu corpo e sua mente aguentarem. Mas se estiver no ostracismo e talvez pensando em desistir, pare e analise a situação - pode ser uma oportunidade para mudanças, como meu período sabático foi. Hoje, mais experiente, procuro não forçar muito a barra, mas também busco novos desafios musicais. É o tal do equilíbrio.

Comentários
Postar um comentário
Quer comentar algo?