Sobre um show particular num condomínio


Já faz um certo tempo que não faço um relato de compromissos por aqui, e acho que está na hora de retomar.
Ontem, dia 11 de setembro, tive show com a Friday Lovers num evento particular - no caso, um aniversário no salão de festas de um condomínio de luxo em Porto Alegre. A preparação para esse evento foi muito intensa, desde a elaboração do set list até a logística para arrumar todo o equipamento necessário no palco.
Saí de casa às 18h30m, chegando perto das 20h. A viagem foi tranquila, exceto que precisei dar duas voltas na quadra para encontrar uma vaga de estacionamento. Cheguei no edifício uma primeira vez, mas não fui atendido. Voltei ao carro para pegar todos os instrumentos e retornei ao edifício, dessa vez para ser informado de que a entrada era na porta ao lado. Enfim, tive o acesso liberado e lá dentro me indicaram o caminho até o salão de festas, que não foi fácil... Tive que descer uma escada estreita e tortuosa com toda a tralha nas mãos. Chegando no salão, fui procurar o local para montar os teclados, e só achei um perto da porta da saída de emergência.





A festa era de alto escalão e tinha pizza e bebidas liberadas. Eu, tendo intolerância a glúten e álcool, não comi nem bebi nada, exceto uma única taça de água mineral com gás (sim, o evento era tão chique que até a água era servida em taças).
Houveram outras apresentações antes do show - um acústico de voz e violão, uma banda cujo nome não peguei e a Free to Decide, na qual fiz uma breve participação especial. É uma pena que não registrei nenhum momento dessas apresentações - geralmente costumo fazê-lo, mas dessa vez esqueci.
O show começou depois da meia-noite - com emoção, pois antes de tudo todo o equipamento desligou, e ninguém sabia por quê. No fim, o problema foi resolvido e o show pôde se iniciar.


Aconteceram alguns pequenos problemas técnicos, em especial com os teclados (houve uma música na qual eles sumiram), mas nada que tirasse o brilho do show. A banda foi altamente elogiada, e a sensação que tive foi bem maior que a de um simples dever cumprido. Ao final, recolhi todos os instrumentos e tive que subir de novo a mesma escada estreita e tortuosa que levava ao salão de festas. Pus tudo no carro e saí de lá já eram cerca de 2h15m da manhã, chegando em casa quase às 3h. Eu estava cansado, mas feliz.



Tocar em eventos fechados como casamentos, aniversários, formaturas etc. é bem diferente de tocar em bares. O desafio é outro. É preciso muito maior competência, e nesse evento a banda pôde provar que sim, pode fazer isso. Espero um dia tocar com alguma das minhas bandas em outro evento desses...

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